
Já começa a anoitecer. Hoje, o céu este escuro e está a trovejar. Felizmente não sofro de brontofobia, mas mesmo assim…
O céu está escuro, não há nele nenhuma estrela para me iluminar, nem consigo ver a lua. =( Ela pode ser grande, poderosa e calmante, mas a escuridão preenche a noite assim como um grande amor preenche o nosso Coração. O vento sopra agressivamente, e as folhas das árvores rodopiam desorientadas ao seu sabor, quase que as arranca de suas mães.
É no calor de minha casa e no sabor de doces palavras que encontro um refúgio. É então que fecho meus olhos. As imagens que me surgem são magníficas e devolvem-me a vontade de sonhar, há muito perdida. Momentos depois, o sonho ergue-se na escuridão:
Estou sentada num barco, onde observo atentamente as cores do arco-íris. Hmmm! Como é belo… Pergunto-me onde terá início. Não há som algum, excepto as batidas do meu Coração. Consigo sentir o salgado aroma do imenso oceano.
Vejo, que agora, estou mais próxima do arco-íris. Sinto agora, uma sensação estranha dentro de mim. Não sei explicar bem o que é, posso dizer que sinto uma… serena solidão, na qual, a voz do meu Ego vai morrendo aos poucos, enquanto, a do meu Coração vem á superfície. Sinto uma estranha vontade de chorar, bem, mas isso é muito normal em mim…
Agora, estou a observar o reflexo da lua na imensidão do oceano e, aí, as boas e más recordações surgem.
Sinto-me feliz por não ter esquecido o passado, mas triste, ao ver que tais recordações ainda ferem bastante. =’(
A primeira lágrima desliza suavemente por meu rosto e continua em direcção á água. Fico vê-la cair e, de certo modo, a frustração aumenta. O meu Coração diz-me para acordar, mas o Ego volta a falar mais alto. É nesse momento, que, penso no mundo em que vivo. Um mundo cheio de pessoas consumistas que não pensam em mais ninguém a não ser em si mesmas. Um mundo em que o materialismo e a beleza exterior são as coisas mais importantes. Um mundo onde ninguém pára para pensar nas crianças que morrem vítimas de doenças, nos animais que morrem em incêndios provocados pelo Homem, nos animais que estão prestes a ser extintos, nos pobres e oprimidos…
Neste mundo, o essencial é ser racista e discriminar os outros, é matar por materialismo e coisas inúteis, é degradar o ambiente de modo a que o oxigénio seja considerado como o NOVO COMBUSTÍVEL, só para ganhar mais dinheiro.
Apertei a minha mão molhada contra o peito e, permaneci algum tempo de olhos fechados.
Já mais calma, dirigi-me para a poupa do barco e, senti o doce sabor do vento no meu rosto.
Meu Coração diz-me para acordar, mas, desta vez, o Ego não respondeu…
Foi então que acordei. Um pouco triste e confusa, mas, voltei suavemente a cabeça para o lado e, vi fotografias de momentos inesquecíveis e mágicos, que passei com amigos e família. De mim, nasceu um novo sorriso. Relembro as críticas que fiz em relação ao mundo, mas não me arrependo de nenhuma! Sei que não sou assim, embora, critique negativamente quem seja.
Espero, que ao longo da minha vida, nunca encontre pessoas frias e materialistas, pois, agora, essas pessoas não se importam com nada, mas, quando a Humanidade estiver em perigo e, se aperceberem que o que está a acontecer foi fruto da sua despreocupação, vai ser tarde de mas. Embora para mim, NUNCA é tarde de mais para ser livre! =-)
Sábado, 21.55h
O céu está escuro, não há nele nenhuma estrela para me iluminar, nem consigo ver a lua. =( Ela pode ser grande, poderosa e calmante, mas a escuridão preenche a noite assim como um grande amor preenche o nosso Coração. O vento sopra agressivamente, e as folhas das árvores rodopiam desorientadas ao seu sabor, quase que as arranca de suas mães.
É no calor de minha casa e no sabor de doces palavras que encontro um refúgio. É então que fecho meus olhos. As imagens que me surgem são magníficas e devolvem-me a vontade de sonhar, há muito perdida. Momentos depois, o sonho ergue-se na escuridão:
Estou sentada num barco, onde observo atentamente as cores do arco-íris. Hmmm! Como é belo… Pergunto-me onde terá início. Não há som algum, excepto as batidas do meu Coração. Consigo sentir o salgado aroma do imenso oceano.
Vejo, que agora, estou mais próxima do arco-íris. Sinto agora, uma sensação estranha dentro de mim. Não sei explicar bem o que é, posso dizer que sinto uma… serena solidão, na qual, a voz do meu Ego vai morrendo aos poucos, enquanto, a do meu Coração vem á superfície. Sinto uma estranha vontade de chorar, bem, mas isso é muito normal em mim…
Agora, estou a observar o reflexo da lua na imensidão do oceano e, aí, as boas e más recordações surgem.
Sinto-me feliz por não ter esquecido o passado, mas triste, ao ver que tais recordações ainda ferem bastante. =’(
A primeira lágrima desliza suavemente por meu rosto e continua em direcção á água. Fico vê-la cair e, de certo modo, a frustração aumenta. O meu Coração diz-me para acordar, mas o Ego volta a falar mais alto. É nesse momento, que, penso no mundo em que vivo. Um mundo cheio de pessoas consumistas que não pensam em mais ninguém a não ser em si mesmas. Um mundo em que o materialismo e a beleza exterior são as coisas mais importantes. Um mundo onde ninguém pára para pensar nas crianças que morrem vítimas de doenças, nos animais que morrem em incêndios provocados pelo Homem, nos animais que estão prestes a ser extintos, nos pobres e oprimidos…
Neste mundo, o essencial é ser racista e discriminar os outros, é matar por materialismo e coisas inúteis, é degradar o ambiente de modo a que o oxigénio seja considerado como o NOVO COMBUSTÍVEL, só para ganhar mais dinheiro.
Apertei a minha mão molhada contra o peito e, permaneci algum tempo de olhos fechados.
Já mais calma, dirigi-me para a poupa do barco e, senti o doce sabor do vento no meu rosto.
Meu Coração diz-me para acordar, mas, desta vez, o Ego não respondeu…
Foi então que acordei. Um pouco triste e confusa, mas, voltei suavemente a cabeça para o lado e, vi fotografias de momentos inesquecíveis e mágicos, que passei com amigos e família. De mim, nasceu um novo sorriso. Relembro as críticas que fiz em relação ao mundo, mas não me arrependo de nenhuma! Sei que não sou assim, embora, critique negativamente quem seja.
Espero, que ao longo da minha vida, nunca encontre pessoas frias e materialistas, pois, agora, essas pessoas não se importam com nada, mas, quando a Humanidade estiver em perigo e, se aperceberem que o que está a acontecer foi fruto da sua despreocupação, vai ser tarde de mas. Embora para mim, NUNCA é tarde de mais para ser livre! =-)
Sábado, 21.55h
2009.6 de Junho










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