A Crise - Uma Reflexão
Poderia começar este texto
expressando a minha visão política e criticando aqueles a quem foi entregue
Portugal. Não o irei fazer. Porquê? Porque acredito que cada um tem a sua
opinião, e, não querendo tornar o texto ofensivo de forma alguma, não o farei.
Assim sendo, prosseguirei com este texto, tendo em mente as opiniões dos outros
e respeitando-as, tal como toda a gente
deveria agir.
Para ser possível encontrar
soluções viáveis para a crise, que apesar de parecer apenas nacional, atinge a
maioria do globo, é necessário, primeiro, descobrir as razões e desvendar os
incidentes que levaram a uma queda gigantesca da economia mundial. Todos se
questionam, diariamente, para onde terá ido o dinheiro do estado. Terá sido mal
gasto? Ou poderá ter sido usado para beneficiar o país?
A resposta a estas duas questões
está revelada num período temporal entre a adesão ao euro e as guerras
contínuas entre as grandes potências e os países árabes.
Não querendo insinuar que a
adesão ao euro foi um erro, há que concordar que, apesar da proximidade e união
entre os países aderentes ter ajudado a unificar e simplificar o comércio, não
foi a mais inteligente medida a tomar. Um bom exemplo disso é a Grécia.
Sim, houve alturas em que o valor
do euro era bastante superior ao do dólar. Mas para quê pensar no que se
perdeu? Em vez de “chorar” a perda do poder económico deveríamos estar a traçar
novos planos para o recuperar.
Como? Reduzindo salários,
cortando pensões e leiloando dívidas? Não! A resposta não está em cortes. A
solução é o patriotismo e a alta autoestima.
Parecendo ser esta uma ideia sem
nexo, lembro-vos da tentativa falhada de Napoleão cometer suicídio: o seu ego
era tão grande que, pensando-se super-humano, tomou uma quantidade tão
excessiva de veneno, que o seu próprio organismo o rejeitou, mantendo o
imperador vivo.
A resposta está aqui! Tal como Napoleão,
temos de nos sentir superiores, e, em vez de vender, por exemplo, cortiça aos espanhóis
para fazer rolhas fabricadas em Portugal e comercializadas a preço de ouro,
porque não iniciar a comercialização dentro do nosso próprio país? Afinal de
contas temos tudo o que os outros países não têm: matéria-prima, fábricas e
compradores. A única coisa em falta é o patriotismo e o ego de Napoleão.
Porque não dizer que Portugal é
poderoso, e o que é português é melhor que tudo o resto?
Se os Estados Unidos foram
capazes de recuperar da grande crise em 1929, então não seremos nós, Portugal,
país de descobrimentos e “feitos
valerosos” capazes de superar esta crise?
Bem, uma coisa é certa, o Adamastor tirava muitas mais
vidas, e mesmo assim foi superado por nós portugueses.
Uma boa semana para todos!
Margarida







