Wednesday, November 14, 2012

Crise - Texto 2


A Crise - Uma Reflexão

  Poderia começar este texto expressando a minha visão política e criticando aqueles a quem foi entregue Portugal. Não o irei fazer. Porquê? Porque acredito que cada um tem a sua opinião, e, não querendo tornar o texto ofensivo de forma alguma, não o farei. Assim sendo, prosseguirei com este texto, tendo em mente as opiniões dos outros e respeitando-as,  tal como toda a gente deveria agir.
  Para ser possível encontrar soluções viáveis para a crise, que apesar de parecer apenas nacional, atinge a maioria do globo, é necessário, primeiro, descobrir as razões e desvendar os incidentes que levaram a uma queda gigantesca da economia mundial. Todos se questionam, diariamente, para onde terá ido o dinheiro do estado. Terá sido mal gasto? Ou poderá ter sido usado para beneficiar o país?
  A resposta a estas duas questões está revelada num período temporal entre a adesão ao euro e as guerras contínuas entre as grandes potências e os países árabes.
  Não querendo insinuar que a adesão ao euro foi um erro, há que concordar que, apesar da proximidade e união entre os países aderentes ter ajudado a unificar e simplificar o comércio, não foi a mais inteligente medida a tomar. Um bom exemplo disso é a Grécia.
  Sim, houve alturas em que o valor do euro era bastante superior ao do dólar. Mas para quê pensar no que se perdeu? Em vez de “chorar” a perda do poder económico deveríamos estar a traçar novos planos para o recuperar.
  Como? Reduzindo salários, cortando pensões e leiloando dívidas? Não! A resposta não está em cortes. A solução é o patriotismo e a alta autoestima.
  Parecendo ser esta uma ideia sem nexo, lembro-vos da tentativa falhada de Napoleão cometer suicídio: o seu ego era tão grande que, pensando-se super-humano, tomou uma quantidade tão excessiva de veneno, que o seu próprio organismo o rejeitou, mantendo o imperador vivo.
  A resposta está aqui! Tal como Napoleão, temos de nos sentir superiores, e, em vez de vender, por exemplo, cortiça aos espanhóis para fazer rolhas fabricadas em Portugal e comercializadas a preço de ouro, porque não iniciar a comercialização dentro do nosso próprio país? Afinal de contas temos tudo o que os outros países não têm: matéria-prima, fábricas e compradores. A única coisa em falta é o patriotismo e o ego de Napoleão.
  Porque não dizer que Portugal é poderoso, e o que é português é melhor que tudo o resto?
  Se os Estados Unidos foram capazes de recuperar da grande crise em 1929, então não seremos nós, Portugal, país de descobrimentos e “feitos valerosos” capazes de superar esta crise?
  Bem, uma coisa é certa, o Adamastor tirava muitas mais vidas, e mesmo assim foi superado por nós portugueses.


Uma boa semana para todos!
Margarida

Acordo Ortográfico - Texto 1


E como sempre, deixo-vos com as minhas tentativas de composições de LP ;D

Um inexplicável ciúme neo-colonialista ainda foi aparecendo e persiste em alguns: ”Então agora vamos falar como os brasileiros, sendo a língua nossa?”


  Por muitas voltas e acordos que se façam à Língua Portuguesa e por mais extrovertido e de mente aberta que seja a população lusa, a afirmação de Fernando Cristóvão (“Um inexplicável ciúme neo-colonialista ainda foi aparecendo e persiste em alguns: ”Então agora vamos falar como os brasileiros, sendo a língua nossa?””) irá sempre, e muito infelizmente, ser considerada verdadeira.
  Por norma, os portugueses são conhecidos pela sua atitude e idealidade de que o que vem de fora é que é bom, mas no que toca à sua língua e a mudanças drásticas naquilo que tomavam como certo e definitivo, tornam-se patriotas e adeptos da célebre frase “A minha língua é a minha pátria”.
  Numerosos esforços são dirigidos à tentativa (em vão) de fazer a população aceitar o facto que tanto para progredir a nível comercial como para unir países com fortes alianças, são necessários requisitos que irão trazer uma mudança, drástica ou não, à forma de viver que todos conhecem. Um desses requisitos é a tentativa de quebrar a barreira imposta pelas diferentes línguas no mundo.
  O novo acordo ortográfico, parecendo que não, vem quebrar a barreira entre o português europeu e o português do Brasil, numa tentativa de unir mais eficazmente os dois países, unificando também a língua mãe presente nos dois lados do Atlântico e no coração quer de brasileiros, quer de portugueses, independentemente de quem colonizou quem.
Friday, November 2, 2012

A Cabeça por um Livro


Escrevo este texto para vos avisar que criei um novo blog. Contudo, este não será apagado uma vez que A Head For A Book é destinado apenas a trabalhos realizados para a disciplina de História das Artes Visuais Contemporâneas.
Deixo-vos o link e espero que o conteúdo que lá venha a colocar vos possa ajudar futuramente. Desde já anuncio que tenciono publicar aqui as fotografias tiradas com vista à disciplina de Fotografia.

Espero que gostem!

Abraços Sobrenaturais,
Margarida

Cântico Negro by José Régio



Monday, July 9, 2012

Liberdade - 'Felizmente Há Luar!'


HOLYOAKE (making an effort) - I have injured no man's reputation, taken no man's property, attacked no man's person, violated no oath, taught no immortality. I was asked a question and answered it openly. I should feel myself degraded if I descended to finding out if my convictions suited every man in the audience before I uttered them. What is the morality of a law which prohibits the free publication of an opinion?
ERSKINE - You must have heard me state the law that if it be done temperately and decently, all men are at liberty to state opinions.
HOLYOAKE - Then liberty is a mockery. The word temperate means that those in authority think proper.
ERSKINE - An honest man speaking his opinions decently is entitled to do so.
HOLYOAKE - It must be already clear to you, gentlemen of the jury, that i am here for having been more honest than the law happens to allow. What is this temperate? What is intemperate? Invective, sarcasm, p...
ALEXANDER - Personality.
HOLYOAKE - Thank you Mr. Alexander.
ALEXANDER - Pleasure.
HOLYOAKE - ... and the like. But these weapons are denied only to those who attack the prevailing opinion.
John Osborne  
~A Subject of Scandal and Concern~

~Liberdade~
'Felizmente Há Luar!'

  A liberdade, considerada por muitos um dos maiores bens que pode ser "dado" auma sociedade, é uma das mais antigas razões de guerras e revoluções.
  O livro da peça Felizmente Há Luar!  começa com o excerto de uma outra peça, adaptada à televisão, de John Osborne que nos revela a prespetiva provável do General Gomes Freire de Andrade aquando do seu julgamento. Nesse excerto, é-nos explicado e demonstrado o conceito de liberdade de acordo com as visões politicas totalitárias.
   Há quem diga que um indivíduo é livre, se e só se, as suas ações não poem em causa a liberdade do outro. Segundo esta teoria, os ditadores que promovem o recurso a um poder totalitário, que tudo controla, também não são livres.
   Voltando ao excerto de Osborne em Felizmente Há Luar!, Erskine diz-nos que todos aqueles que exponham as suas opiniões de forma moderada e decentemente, estão na liberdade de o fazer, ao que Holyoake (que pode ser considerado no excerto como o General Gomes Freire) lhe responde dizendo que, assim sendo, a liberdade não passava de um escárnio, dizendo-lhe que só estava a ser julgado por ter sido mais honesto do que a lei permitia. Aqui pode-se dizer que há um certo debate entre os ideais politicos de liberdade e os ideais do povo. Este conceito de liberdade é demonstrado na última fala de Holyoake no excerto, quando diz que armas como o temperamento, o sarcasmo e o abuso são apenas negadas a todos aqueles que atacam a opinião predominante.

HOLYOAKE (fazendo um esforço) - Não feri a reputação de ninguém, não roubei a propriedade a ninguém, não ataquei ninguém, não violei qualquer juramento, não ensinei imortalidade. Colocaram-me uma questão e respondi abertamente. Eu dever-me-ia sentir prejudicado se chegasse e descobrisse que as minhas convicções são adequadas a todos os homens desta plateis mesmo antes de as pronunciar. Qual é a moral de uma lei que proíbe a livre publicação de uma opinião?
ERSKINE - Deve-me ter ouvido declarar a lei que se fosse feito moderadamente e decentemente, todos os homens têm a liberdade de dar opiniões.
HOLYOAKE - Então a liberdade é um escárnio. A palavra temperamento significa que aqueles no poder pensam de forma conveniente.
ERSKINE - Um homem honesto, apresentando as suas opiniões decentemente, tem todo o direito de o fazer.
HOLYOAKE - Já vos deve ser claro, caríssimos jurados, que estou aqui por ter sido mais honesto do que a lei permite ser. O que é este temperamento? O que é intemperamento? Sarcasmo, abuso, p...
ALEXANDER - Personalidade.
HOLYOAKE - Muito obrigado Sr. Alexander.
ALEXANDER - Prazer.
HOLYOAKE - ... e semelhante. Mas estas armas são negadas apenas a quem ataca a opinião predominante.
John Osborne  
~A Subject of Scandal and Concern~
Thursday, June 14, 2012

E porque esta imagem representa um momento raro, apresento-vos a nova adição da família: Sabor (nome desafortunado para algo tão querido, mas em homenagem ao rio de igual designação)


Mas agora, depois de um passeio pelo bairo:

E com Queen como musica de fundo, é assim que nos encontramos à frenre do blog:


A minha filosofia de vida...



O Futuro... a possibilidade de tudo!



"Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles..."



E Porque Não?


Ah! Mais umas voltinhas pelos campos da memória (do computador) e porquê esperar? Porque não tornar este blog em algo que me volte a inspirar? Porque não criar um novo subconsciente com a promessa de nele trazer marcas de um outro subconsciente adormecido. E agora pergunto: Porque não-o fazer renascer das cinzas, assim como um fénix que desafia as leis da Natureza? Porque não?



Não aquilo que me é usual publicar aqui... se bem que lá vai o tempo no qual eu postava aqui como se de um subconsciente meu se tratasse... Espero que gostem e se me lembrar, mais há-de vir!





Abraços sobrenaturais para aqueles que ainda me acompanham!
A todos vós , um grande obrigada!

Margarida 
Sunday, January 22, 2012

Onze meses e onze dias, nos quais eu não postei neste blog... talvez o deva apagar... mas sinceramente falta-me a coragem. Foi aqui onde dei os meus primeiros passos com os meus textos vindos do nada... foi aqui onde os meus rabiscos foram postados, e é aqui onde tenho guardadas memórias de tempos passados.
Talvez este blog tenha sido uma fase na qual eu me sentia confortável a exprimir sentimentos na minha própria língua...
Agora, tenho tendência a fazer tudo em inglês. Ler, pensar, falar, escrever... (Talvez seja outra fase?). Agora, o mínimo erro ortográfico é suficiente para me deixar "passada", quer sejam em inglês, quer sejam em português. É incrível. Passo tanto tempo a corrigir as pessoas que me irrito a mim mesma.
Neste momento, estou envolvida num projeto sem nome, que eu criei: consiste basicamente em cobrar vinte cêntimos  a um familiar que disser um palavrão na minha frente... Se desenvolvesse este projeto na escola poderia ser considerada milionária antes das férias de verão... mas, se não tenho autoridade suficiente para obrigar os alunos a lerem e serem bem educados, também não vou ter autoridade suficiente para lhes cobrar vinte cêntimos de dois em dois segundos... enfim, algumas coisas nunca mudam.

Dizem que todas as coisas boas têm de ter um fim... eu continuo a achar que essas "coisas boas" só têm um fim se nós deixarmos. Por agora vou deixar estar este "diário de outrora" e como prometi há onze meses e onze dias, deixo-vos ficar com uma fotografia do meu coelho...


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